Dra Jaqueline Neves

O que é reprodução assistida e quando ela é indicada?

O que é reprodução assistida é uma dúvida comum entre mulheres e casais que começam a perceber que a gravidez não está acontecendo com a naturalidade esperada. 

Por isso, com tantos avanços na medicina reprodutiva, entender como funcionam as técnicas de reprodução assistida e em quais situações a fiv (fertilização in vitro) ou outros métodos são recomendados pode trazer alívio, clareza e um novo senso de controle sobre a jornada da fertilidade.

Mas a verdade é que ninguém cresce imaginando que vai precisar de tratamentos para engravidar. Contudo, quando essa possibilidade aparece, ela costuma vir acompanhada de emoções intensas, insegurança e muitas perguntas. 

Então, compreender como essas técnicas funcionam e quando realmente fazem sentido é uma forma de transformar medo em informação e ansiedade em planejamento.

Neste post, veremos de forma acolhedora e objetiva o que é reprodução assistida, quais são os métodos mais utilizados e em quais situações eles costumam ser indicados. Assim, você pode dar o próximo passo com mais confiança.


O que é reprodução assistida e quais são os métodos mais comuns?

O que é reprodução assistida envolve um conjunto de técnicas que ajudam a gravidez a acontecer quando a concepção natural encontra algum obstáculo. 

Esses tratamentos podem ser simples, como a indução da ovulação e a inseminação intrauterina ou mais complexos, como a fiv, que se tornou uma das principais técnicas da medicina reprodutiva.

A reprodução assistida busca superar dificuldades relacionadas à ovulação, qualidade dos óvulos, espermatozóides, trompas, endometriose, idade materna avançada, assim como outras condições que impactam a fertilidade. 

As técnicas mais conhecidas incluem, por exemplo:

  • Indução da ovulação: uso de medicamentos para estimular o desenvolvimento de folículos, assim como aumentar as chances de gravidez no ciclo natural.
  • Inseminação intrauterina (IIU): coloca-se o espermatozóide que passou por preparação em laboratório diretamente dentro do útero no período fértil.
  • Fertilização in vitro (FIV): realiza-se a união dos óvulos e espermatozóides em laboratório, formando embriões. Posteriormente, ocorre a sua transferência para o útero.
  • ICSI: uma variação da fiv em que se injeta um espermatozóide diretamente dentro do óvulo, ajudando casos mais graves de fator masculino.


Aliás, o avanço dessas técnicas permite resultados cada vez melhores, com taxas de sucesso mais altas e protocolos mais individualizados. 

Cada caso recebe uma avaliação cuidadosa, porque a indicação correta é decisiva para aumentar as chances de gravidez sem procedimentos desnecessários.


Quando a reprodução assistida é indicada?

A indicação da reprodução assistida depende da história clínica, resultados dos exames e tempo de tentativas naturais. 

Ela costuma ser uma opção quando há algum fator claro que dificulta a concepção ou quando o casal ou a mulher solo deseja um planejamento familiar com segurança.

As situações mais comuns incluem, por exemplo:

  • Alterações na ovulação

Síndrome dos ovários policísticos (SOP), baixa resposta ovariana, ciclos irregulares ou ausência de ovulação podem exigir desde estímulos simples até fiv, dependendo da gravidade e da idade da paciente.

  • Fator tubário

Trompas obstruídas, danificadas por infecções ou endometriose tornam a fiv o método mais indicado, pois a fecundação ocorre fora do corpo.

  • Fator masculino

É possível contornar baixa quantidade, menor motilidade ou alterações severas nos espermatozóides com IIU ou com ICSI dentro da fiv.

  • Endometriose

A endometriose pode dificultar a fertilidade por diferentes mecanismos e muitas mulheres acabam tendo melhor resultado com fiv, especialmente nos graus mais avançados.

  • Idade materna avançada

Após os 35 anos, a reserva ovariana começa a diminuir com mais intensidade. Depois dos 40, a reprodução assistida e a fiv tornam-se caminhos frequentes para aumentar as chances de uma gestação saudável.

  • Infertilidade sem causa aparente

Quando todos os exames estão normais, mas a gravidez não acontece por mais de um ano (ou seis meses, dependendo da idade), técnicas como a inseminação ou a fiv podem ser boas opções.

  • Casais homoafetivos e produção independente

A reprodução assistida faz parte do planejamento familiar de mulheres que desejam maternidade solo, casais de mulheres, casais de homens (com gestação por substituição) e outras formações familiares.

Em todos esses cenários, o mais importante é uma avaliação detalhada. A escolha entre inseminação, estímulos simples ou fiv depende da combinação entre idade, exames e objetivo reprodutivo.


Como é o processo da FIV na prática?

A fiv é o tratamento mais conhecido quando falamos em reprodução assistida. Ela envolve algumas etapas organizadas com cuidado. São elas:

  • Estimulação ovariana: medicamentos estimulam a produção de vários óvulos.
  • Coleta dos óvulos: um procedimento rápido, guiado por ultrassom.
  • Fertilização em laboratório: óvulos e espermatozóides são unidos. Pode-se realizar fertilização convencional ou ICSI.
  • Cultivo dos embriões: acompanhamento do desenvolvimento embrionário por alguns dias.
  • Transferência embrionária: realiza-se a transferência do embrião saudável para o útero de forma simples e indolor.


Esse processo pode incluir congelamento de óvulos, embriões ou testes genéticos, dependendo da necessidade. 

Mas o ponto central é que cada protocolo é personalizado. Não existe uma “receita pronta” na reprodução assistida, mas sim cuidado individual.


Reprodução assistida é sempre a melhor opção?

Não, pois nem toda dificuldade de engravidar precisa de fiv ou outros tratamentos complexos. Em muitos casos, pequenas mudanças de estilo de vida, ajustes hormonais ou acompanhamento do ciclo já fazem diferença.

A reprodução assistida é um recurso valioso, mas deve ser usada com critério. A indicação correta evita procedimentos desnecessários e aumenta as chances de sucesso quando o tratamento realmente for necessário.

Por isso, o ideal é sempre conversar com uma especialista em fertilidade que avalie:

  • Sua idade;
  • Sua reserva ovariana;
  • Seu histórico menstrual;
  • A qualidade dos espermatozóides;
  • Presença de endometriose ou outras doenças,
  • Tempo de tentativas.


Essa visão global traz respostas mais precisas e evita frustrações.


Informação e acolhimento fazem toda a diferença

Escolher quando buscar ajuda e entender o que é reprodução assistida pode transformar completamente sua relação com a própria fertilidade. 

Afinal de contas, em vez de medo e incerteza, você passa a ter clareza, caminhos possíveis e autonomia para decidir.

Então, se você sente que está chegando nesse momento, quero que saiba que não precisa dar esse passo sozinha.

Como médica, acompanho de perto a jornada de muitas mulheres e sei o quanto informação sensível, cuidado e acolhimento tornam tudo mais leve.

Por isso, te convido a conversar comigo. Sou a Dra. Jaqueline Neves, ginecologista, obstetra e especialista em saúde feminina e fertilidade. Será um prazer te orientar nesse momento tão importante da sua vida e te ajudar a construir um caminho de escolhas conscientes, tranquilidade e esperança! Clique aqui e agende uma consulta comigo!

Sobre mim - Dra Jaqueline Neves
Dra Jaqueline Neves

Dra. Jaqueline Neves é médica ginecologista e obstetra, especialista em saúde feminina e fertilidade. Atua no diagnóstico e tratamento de doenças que afetam a saúde reprodutiva em todas as fases da vida. Com um atendimento humanizado e individualizado, orienta mulheres que desejam entender melhor seu corpo e se preparam para uma futura maternidade. Para mais informações ou agendamentos, entre em contato pelo telefone (11) 98232-0080.

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