Olá, eu sou a Dra. Jaqueline Neves, ginecologista e especialista em fertilidade.
Hoje, vamos conversar sobre um tema essencial para a saúde da mulher: os diferentes métodos contraceptivos.
Escolher o método ideal não é apenas uma questão de prevenir uma gravidez indesejada, mas também de alinhar as suas necessidades de saúde, estilo de vida, bem-estar e projeto familiar.
Pensando nisso, trouxe aqui alguns parâmetros para ajudar você na escolha do melhor método contraceptivo – aquele que melhor se encaixa com seus objetivos e sua rotina.

Por que é importante conhecer os métodos contraceptivos?
A contracepção vai além de planejar o momento certo para ter filhos.
Ela também pode ser uma ferramenta eficiente para tratar ou prevenir diversas condições de saúde, como cólicas menstruais intensas, endometriose, síndrome dos ovários policísticos e fluxos menstruais abundantes.
Primeiro precisamos conhecer os métodos contraceptivos que existem hoje disponíveis. Entender cada uma das opções é um estágio importante para tomar uma decisão informada e segura.
Quais são os principais métodos contraceptivos?
Podemos dividi-los em quatro grandes categorias: hormonais, de barreira, intrauterinos e definitivos.
Cada um tem suas vantagens, desvantagens e particularidades. Vamos conhecê-los em mais detalhes:
1. Métodos hormonais – são os mais populares e oferecem uma variedade de opções. Eles agem inibindo a ovulação, tornando o útero menos receptivo ao óvulo fertilizado ou espessando o muco cervical para dificultar a passagem dos espermatozoides.
- Pílula anticoncepcional: Disponível em diferentes composições, pode ser combinada (com estrogênio e progesterona) ou apenas de progesterona. Algumas mulheres fazem uso da pílula para controlar irregularidades menstruais, reduzir cólicas ou tratar condições como a endometriose.
- Adesivo contraceptivo: Fixado na pele e trocado semanalmente. O adesivo libera hormônios diretamente na corrente sanguínea, oferecendo praticidade para quem tem dificuldade de lembrar de tomar a pílula diariamente.
- Implante hormonal: Um pequeno bastão colocado no braço sob a pele, que libera progesterona continuamente por até 3 anos. É discreto e bastante eficiente.
- Injeções contraceptivas: Aplicadas mensal ou trimestralmente, são ideais para mulheres que preferem métodos de longa duração, mas não querem usar dispositivos intrauterinos.
- Anel vaginal: Inserido na vagina mensalmente, também libera hormônios.
2. Métodos de barreira – Impedem o encontro entre o óvulo e o espermatozoide, vetando a fecundação. Os mais comuns são:
- Preservativo masculino e feminino: São amplamente acessíveis, baratos e fáceis de usar. Além de prevenir a gravidez, são a única forma de proteger contra ISTs, como HIV e HPV.
- Diafragma: Uma cápsula de silicone colocada no colo do útero antes da relação.
3. Dispositivos intrauterinos – tem a função de bloquear também o encontro do espermatozoide com o óvulo
- DIU de cobre: Livre de hormônios, oferece proteção de até 10 anos, criando um ambiente desfavorável à fecundação.
- DIU hormonal: Libera progesterona diretamente no útero, reduzindo fluxos menstruais intensos.
4. Métodos definitivos
- Laqueadura tubária: Procedimento cirúrgico em que as trompas são bloqueadas ou cortadas, impedindo a passagem dos óvulos.
- Vasectomia: Realizada nos homens, consiste no bloqueio dos canais deferentes, que transportam os espermatozoides. Apesar de ser reversível em alguns casos, é considerado um procedimento permanente.
Atenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)
Embora alguns métodos contraceptivos sejam eficazes na prevenção da gravidez, é importante lembrar que apenas o uso de preservativos oferece proteção contra as ISTs.
Doenças como sífilis, gonorreia, clamídia, HPV e HIV podem ser transmitidas durante relações sexuais desprotegidas.
Portanto, mesmo que você opte por outro método contraceptivo, o preservativo é fundamental para a saúde sexual.
Vantagens e desvantagens dos métodos contraceptivos
Cada método contraceptivo apresenta pontos positivos e negativos que devem ser considerados.
Vantagens gerais:
- Planejamento familiar eficaz.
- Controle sobre o ciclo menstrual.
- Possibilidade de tratar condições médicas específicas.
Desvantagens gerais:
- Alguns métodos podem causar efeitos colaterais ou reações adversas.
- A eficácia depende do uso correto e consistente.
- Nem todos oferecem proteção contra ISTs.
Métodos contraceptivos arriscados e não recomendados
Existem práticas populares que são consideradas arriscadas e ineficazes para evitar a gravidez, como:
- Interromper a relação: Apesar de muito utilizado, tem alta taxa de falha devido à dificuldade de controle e ao possível escape de espermatozoides no líquido pré-ejaculatório.
- Tabelinha: Baseia-se no cálculo dos dias do ciclo menstrual, mas pode ser impreciso em mulheres com ciclos irregulares.
- Ducha vaginal pós relação: Não previne a gravidez, pois o esperma pode atingir o útero rapidamente.
Evitar esses métodos é crucial para garantir eficácia e segurança no planejamento familiar.

Como escolher o melhor método para você?
A escolha do método contraceptivo deve levar em conta diversos fatores:
- Idade e momento de vida: Está pensando em engravidar nos próximos anos ou deseja um método definitivo?
- Saúde geral: Algumas condições de saúde, como hipertensão, histórico de câncer de mama ou trombose, podem contraindicar o uso de métodos hormonais.
- Estilo de vida: Se você tem dificuldade em lembrar de tomar medicamentos, opções como o DIU ou o implante podem ser mais práticas e seguras.
Minha dica como ginecologista
Escolher um método contraceptivo pode ser confuso, com tantas informações a considerar no momento da decisão.
Fale com um especialista para entender seu momento de vida e encontrar o método que mais combina com suas expectativas. Esse é o primeiro passo para uma escolha consciente e segura.Eu posso te ajudar a montar esse quebra-cabeça! Agende sua consulta comigo e, juntas, vamos descobrir a melhor forma de cuidar da sua saúde e pensar no seu futuro.